Melhores Cartões Crypto Brasil [2026]: 8 Cartões Comparados — Taxas, Cashback e Receita Federal
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Pontos-chave:
- Best Overall: Jupiter Card — Solana DeFi Visa, zero USD fees, code EN8EREGZ → $100 bonus
- ether.fi Cash é o único cartão que permite gastar sem vender — você toma emprestado contra seu ETH em staking e ganha 2-3% de cashback em wETH
- Tria Card oferece até 6% de cashback com custódia pessoal das chaves privadas e suporte para 1.000+ criptomoedas
- No Brasil, a Receita Federal tributa ganhos com cripto em 15% a 22,5% (acima de R$ 35.000/mês em vendas) — um cartão cripto pode simplificar a gestão tributária
- PIX é rei — mas para gastos internacionais e online, um cartão Visa/Mastercard cripto elimina taxas de câmbio e IOF
- 8 cartões comparados: taxas em BRL, compatibilidade com Apple Pay, saques em caixas eletrônicos e cashback real após spread
Guia rápido — qual cartão é para você:
- Quer gastar sem vender cripto: ether.fi Cash — empréstimo contra ETH em staking, cashback 2-3% em wETH
- Quer o maior cashback com self-custody: Tria Card — até 6%, as chaves são suas
- Quer gastar USDT/USDC no dia a dia: RedotPay — 0% taxa de câmbio em 40+ países
- Quer um cartão metal com zero spread: Ready Card — Mastercard metal, saques gratuitos, bônus de US$ 15
- Quer ganhar airdrop enquanto gasta: Kast Card — 4% $MOVE + Pengu Card até 12%
Principais pontos
- ether.fi Cash é o único cartão que permite gastar sem vender — você toma emprestado contra seu ETH em staking e ganha 2-3% de cashback em wETH
- Tria Card oferece até 6% de cashback com custódia pessoal das chaves privadas e suporte para 1.000+ criptomoedas
- No Brasil, a Receita Federal tributa ganhos com cripto em 15% a 22,5% (acima de R$ 35.000/mês em vendas) — um cartão cripto pode simplificar a gestão tributária
- PIX é rei — mas para gastos internacionais e online, um cartão Visa/Mastercard cripto elimina taxas de câmbio e IOF
Como funcionam os cartões cripto no Brasil
Um cartão cripto é um Visa ou Mastercard conectado à sua carteira de criptomoedas. Quando você paga no supermercado — Pão de Açúcar, Carrefour, Assaí — ou compra no Mercado Livre, o sistema converte automaticamente seus USDT, BTC ou ETH em reais. O lojista recebe reais, você gasta cripto. Funciona com Apple Pay, Google Pay e por aproximação.
No Brasil, o PIX domina pagamentos no dia a dia. Mas o PIX não funciona para compras internacionais, assinaturas em dólar (Netflix US, Adobe, ChatGPT Plus) ou viagens ao exterior. É aí que um cartão cripto brilha: você paga em qualquer moeda sem IOF de 5,38% que os cartões bancários tradicionais cobram, e sem a cotação inflada do dólar turismo.
Cenário prático: Você tem R$ 10.000 em USDT na Binance. Quer comprar um notebook importado por US$ 800. Com um cartão bancário, paga ~R$ 4.800 (dólar turismo + IOF + spread). Com RedotPay ou ether.fi, paga ~R$ 4.400 (cotação comercial + zero taxa). Economia de R$ 400 em uma única compra.
Para brasileiros, o cartão cripto não substitui o PIX — ele complementa. PIX para o dia a dia no Brasil, cartão cripto para gastos internacionais, viagens e compras em dólar/euro.
O que avaliar em um cartão cripto para o Brasil:
- Spread de conversão cripto→BRL/USD: o custo escondido que come seu cashback — alguns cartões cobram 0%, outros até 2,5%
- IOF: cartões cripto geralmente não cobram IOF de 5,38% em compras internacionais — vantagem enorme sobre cartões bancários
- Custódia: self-custody (as chaves são suas) vs. custodial (a exchange guarda)
- Compatibilidade com Apple Pay: ainda limitada no Brasil mas essencial para viagens
- Saques em caixas eletrônicos: limites diários, taxas e se funciona na rede Banco24Horas
Tabela comparativa: 8 cartões cripto para brasileiros
| Cartão | Tipo | Cashback | Taxa de conversão | Saque ATM | Custódia |
|---|---|---|---|---|---|
| ether.fi Cash | Visa | 2-3% wETH | 0% | US$ 500/dia | Self-custody |
| Tria Card | Visa | Até 6% | 0% | Sim | Self-custody |
| RedotPay | Visa | Até 2% | 0% (40+ países) | Sim | Custodial |
| Ready Card | Mastercard | Não | 0% spread | US$ 740/mês grátis | Custodial |
| Bitget Wallet Card | Visa | Não | 0% (até US$ 370/mês) | Sim | Self-custody |
| Kast Card | Visa | 4% $MOVE | ~1% | Sim | Custodial |
| Bybit Card | Visa | Até 10% | 0,5-1% | US$ 200/dia | Custodial |
| Binance Card | Visa | Até 8% | 0,9% | Sim | Custodial |
Jupiter Card
Jupiter Card (Jupiter Global Visa Card) — Solana non-custodial DeFi Visa. Zero USD fees, Apple Pay / Google Pay, Scan & Pay (7 Asian QR systems). Up to 4% USD cashback.
: Code EN8EREGZ, spend $1,000 in 30 days → $100 bonus.
- Non-custodial (funds in your Solana wallet)
- Zero USD fees, up to 4% cashback
- Apple Pay, Google Pay, Scan & Pay
- Free, zero deposit fees
Jupiter Card (EN8EREGZ, $1,000 → $100)
1. ether.fi Cash — Gaste cripto sem vender seus ETH
ether.fi Cash é um cartão Visa construído sobre Scroll (Layer 2 do Ethereum). A mecânica é única no mercado: ao invés de vender seus ETH para carregar o cartão, você os deposita como colateral em um contrato inteligente e obtém poder de gasto em dólares ou reais. Seu ETH continua gerando rendimento de staking (~3,5% APY) enquanto você gasta.
Para o brasileiro que faz freelance internacional, recebe em cripto ou simplesmente acumulou patrimônio em ETH, a vantagem é clara: você gasta sem realizar lucro tributável. Não há venda — há um empréstimo contra seu colateral. O tratamento tributário de empréstimos com garantia cripto no Brasil ainda não foi explicitamente regulamentado pela Receita Federal, mas, em princípio, um empréstimo não gera ganho de capital.
Vantagens:
- Gaste sem vender — seu ETH continua em staking gerando rendimento
- 2-3% de cashback em wETH em cada compra — acumula no seu wallet
- Self-custody real — o protocolo não pode acessar seus fundos, as chaves são suas
- Zero taxa de transação e zero taxa de conversão
- Apple Pay compatível — funciona por aproximação no exterior
- Sem IOF de 5,38% em compras internacionais — economia real vs. cartões bancários
Desvantagens:
- Risco de liquidação: se ETH cair muito e o colateral não cobrir o saldo, o sistema vende parte da posição + penalidade
- Cartão físico custa US$ 40-60 (virtual é gratuito)
- Exige ETH ou stablecoin como colateral — quem só tem BTC precisa trocar antes
- Interface em inglês — sem suporte em português
Dica: Para zero risco de liquidação, use USDC como colateral ao invés de ETH. Stablecoins não oscilam, então não há nada para liquidar. Mantenha o LTV abaixo de 60%.
2. Tria Card e RedotPay — Cashback alto e stablecoins no dia a dia
Tria Card — Até 6% de cashback com self-custody
Tria é um cartão Visa que combina cashback elevado (até 6%) com custódia pessoal completa. As chaves privadas ficam no seu dispositivo — Tria nunca tem acesso aos seus fundos. Suporta mais de 1.000 criptomoedas em múltiplas blockchains.
Para o brasileiro, Tria funciona principalmente para compras internacionais e viagens. A conversão de cripto para a moeda local acontece em tempo real. Sem IOF, sem spread bancário.
Vantagens:
- Cashback até 6% — um dos mais altos do mercado para cartão self-custody
- Self-custody real — chaves privadas nunca saem do seu dispositivo
- 1.000+ criptomoedas suportadas em múltiplas redes
- Zero taxa de conversão declarada
- Multi-chain — não preso a uma única blockchain
Desvantagens:
- Projeto novo — menos histórico que Binance ou Bybit
- 6% de cashback exige condições específicas (volume, staking do token nativo)
- Suporte em inglês — sem atendimento em português
RedotPay — O cartão stablecoin para gastar USDT/USDC
RedotPay é um cartão Visa de Hong Kong focado em stablecoins. Se você tem USDT ou USDC e quer usá-los no dia a dia — pagar iFood, comprar na Amazon, ou usar durante uma viagem — RedotPay é a opção mais direta. Zero taxa de câmbio em mais de 40 países.
Para brasileiros, o principal uso é internacional: viagens, compras em sites estrangeiros, assinaturas em dólar. No Brasil, a aceitação de cartões internacionais é ampla em estabelecimentos maiores, mas o PIX ainda domina para compras do dia a dia.
Vantagens:
- 0% taxa de câmbio em 40+ países — ideal para viagens e compras internacionais
- Até 2% de cashback
- Cadastro rápido — KYC com passaporte ou RG em poucos minutos
- Suporta USDT, USDC e diversas outras criptos
- App intuitivo com notificações em tempo real
Desvantagens:
- Custódia centralizada — você não tem as chaves privadas
- Empresa de Hong Kong — sem regulamentação no Brasil
- Uso doméstico no Brasil limitado — melhor para gastos internacionais
3. Ready Card, Bitget Wallet, Kast, Bybit e Binance
Ready Card — Mastercard metal com zero spread
Ready Card é um Mastercard em metal com zero spread de conversão. O que você vê é o que paga — sem surpresas. Oferece US$ 740/mês em saques gratuitos em caixas eletrônicos e um bônus de US$ 15 no cadastro.
Para brasileiros em viagem, a Mastercard é aceita em praticamente todos os lugares. A vantagem sobre o câmbio turismo é significativa: cotação comercial sem IOF.
Pro: 0% spread, US$ 740/mês saques grátis, cartão metal, bônus US$ 15
Contra: Sem cashback, custódia centralizada, uso doméstico limitado no Brasil
Bitget Wallet Card — Self-custody com US$ 370/mês sem taxas
Bitget Wallet Card é um Visa conectado à carteira descentralizada Bitget. Até US$ 370/mês de gastos sem taxa de conversão. As chaves privadas são suas. Para quem gasta ~R$ 1.800/mês em compras internacionais, a cota gratuita cobre tudo.
Pro: US$ 370/mês sem taxas, self-custody real, multi-chain, Apple Pay
Contra: Sem cashback, cota pode ser apertada para viagens, interface em inglês
Kast Card — 4% cashback em $MOVE e potencial airdrop
Kast oferece 4% de cashback em token $MOVE em cada compra, mais a Pengu Card com até 12%. Visa, funciona internacionalmente. O valor do cashback depende do preço do $MOVE — se o token valorizar, seu cashback vale mais que os 4% nominais; se desvalorizar, vale menos.
Pro: 4% cashback em $MOVE, potencial airdrop, Pengu Card até 12%
Contra: Cashback em token volátil, projeto novo, custódia centralizada
Bybit Card — Para traders ativos com volume na Bybit
O Visa da Bybit oferece até 10% de cashback — mas os 10% são para níveis VIP altíssimos. Para o usuário médio, espere 2-3%. A Bybit é uma das exchanges mais populares no Brasil, com volume significativo em pares BRL. O cartão se integra diretamente com sua conta.
Pro: Até 10% cashback (VIP), integração com exchange, boa liquidez em BRL
Contra: Cashback real 2-3% para usuários comuns, spread 0,5-1%, custódia centralizada
Binance Card — A opção mainstream para brasileiros
A Binance é a exchange mais usada no Brasil e seu cartão Visa oferece até 8% de cashback (dependendo do BNB em staking). Com 0,9% de taxa de conversão, não é o mais barato, mas a integração com o ecossistema Binance é imbatível para quem já usa a plataforma. No Brasil, a Binance tem presença regulada e aceita depósitos em BRL via PIX.
A grande vantagem para brasileiros: você pode carregar o cartão diretamente do saldo Binance, sem precisar transferir para outro wallet ou exchange. Recebeu cripto na P2P? Gasta direto no cartão.
Pro: Integração total com Binance, até 8% cashback, aceita BRL via PIX, presença regulada no Brasil
Contra: 0,9% taxa de conversão, cashback alto exige muito BNB em staking, custódia centralizada
Para a maioria dos brasileiros, a escolha prática é: Binance se você já usa a exchange e quer praticidade com BRL; ether.fi se você tem ETH e quer eficiência tributária; RedotPay se você quer gastar stablecoins no exterior sem IOF.
Cálculo de custos reais: quanto você gasta de verdade
As taxas declaradas não contam a história toda. Simulação com gasto mensal de US$ 500 em compras internacionais (viagem, assinaturas, compras online):
| Cartão | Spread/conversão em US$ 500 | Cashback | Custo líquido mensal |
|---|---|---|---|
| ether.fi Cash | US$ 0 | US$ 10-15 (2-3% wETH) | -US$ 10 a -15 (economia) |
| Tria Card | US$ 0 | US$ 10-30 (2-6%) | -US$ 10 a -30 (economia) |
| RedotPay | US$ 0 | US$ 5-10 (1-2%) | -US$ 5 a -10 (economia) |
| Ready Card | US$ 0 | US$ 0 | US$ 0 (zero custo) |
| Bitget Wallet | ~US$ 1,30 (acima US$ 370) | US$ 0 | ~US$ 1,30 |
| Kast | ~US$ 5 (1%) | US$ 20 em $MOVE (4%) | -US$ 15 (se $MOVE estável) |
| Bybit | US$ 2,50-5 (0,5-1%) | US$ 10-15 (2-3%) | -US$ 5 a -12,50 |
| Binance | US$ 4,50 (0,9%) | US$ 5-15 (1-3%) | -US$ 0,50 a -10,50 |
Comparação com cartão bancário tradicional: Um cartão de crédito brasileiro cobraria ~US$ 27 em IOF (5,38%) + ~US$ 20 em spread do dólar turismo = US$ 47/mês a mais. Em um ano, são R$ 2.800+ jogados fora em taxas que um cartão cripto elimina.
Impostos sobre cripto no Brasil: o que a Receita Federal exige
O Brasil tem uma das regulamentações de cripto mais claras da América Latina. A Receita Federal exige declaração de criptoativos desde 2019 (Instrução Normativa 1.888). Em 2026, as regras estão consolidadas:
Imposto sobre ganho de capital:
- Vendas até R$ 35.000/mês: Isentas de imposto (soma de todas as vendas de criptoativos no mês)
- Vendas acima de R$ 35.000/mês: 15% sobre o ganho (até R$ 5 milhões), 17,5% (R$ 5-10 milhões), 20% (R$ 10-30 milhões), 22,5% (acima de R$ 30 milhões)
- DARF: O imposto deve ser pago até o último dia útil do mês seguinte via DARF (código 4600)
Como um cartão cripto impacta seus impostos:
- Conversão direta (Binance, Bybit, RedotPay): Cada compra que converte cripto em BRL/USD é uma venda. Se suas vendas totais no mês ultrapassarem R$ 35.000, o ganho é tributável
- Empréstimo contra colateral (ether.fi): Tecnicamente não é uma venda — é um empréstimo. A Receita Federal ainda não se manifestou especificamente sobre empréstimos com garantia cripto, mas por analogia com empréstimos tradicionais, não deveria gerar ganho de capital
- Stablecoins (RedotPay): Se você gastou USDT que comprou a R$ 5,20 e o dólar está a R$ 5,40, há um pequeno ganho cambial. Na prática, se o volume mensal ficar abaixo de R$ 35.000, é isento
- Cashback em cripto: A receita em tokens (wETH, CRO, $MOVE) deve ser declarada como aquisição ao custo de mercado na data do recebimento. O ganho de capital será apurado quando você vender esses tokens
Declaração anual (DIRPF): Todos os criptoativos com valor acima de R$ 5.000 em 31/12 devem ser declarados na ficha “Bens e Direitos” (grupo 08). As exchanges brasileiras reportam automaticamente à Receita, mas exchanges estrangeiras exigem declaração manual.
Dica prática: se sua movimentação mensal fica abaixo de R$ 35.000, usar stablecoins num cartão como RedotPay é o caminho mais simples — isento de imposto e sem complicação de apuração de ganho de capital em cada cafezinho.
Como começar: cadastro e primeiro uso
1. Escolha o cartão e baixe o app
Baixe o app do cartão escolhido (ether.fi, Tria, RedotPay, Binance) na Google Play ou App Store. Crie sua conta com e-mail.
2. Complete o KYC com documentos brasileiros
A maioria das plataformas aceita RG, CNH ou passaporte brasileiro para verificação de identidade. O processo leva de 5 a 20 minutos. A Binance aceita CPF diretamente e tem verificação em português. Para plataformas internacionais (ether.fi, RedotPay), o passaporte é geralmente a opção mais aceita.
3. Deposite fundos
Transfira cripto do seu wallet ou exchange para a plataforma do cartão. Na Binance, basta mover do saldo spot para o saldo do cartão internamente. Para ether.fi, deposite ETH ou USDC como colateral na rede Scroll. Verifique sempre a rede correta — enviar na rede errada pode significar perda dos fundos.
4. Ative o cartão
O cartão virtual fica disponível imediatamente. Adicione ao Apple Pay ou Google Pay. O cartão físico chega em 7-14 dias úteis (entrega internacional para o Brasil pode levar mais).
5. Comece a usar
Para compras internacionais: use normalmente em qualquer site ou estabelecimento que aceite Visa/Mastercard. Para uso no Brasil: funciona em máquinas de cartão que aceitam bandeiras internacionais, mas lembre-se que PIX ainda é mais prático para o dia a dia doméstico. O app notifica cada transação em tempo real.
Riscos e cuidados ao usar cartões cripto no Brasil
Risco de volatilidade do colateral
Se você usa ether.fi com ETH como colateral, uma queda brusca pode provocar liquidação. Exemplo: depositou 2 ETH a US$ 3.000 cada (US$ 6.000 total) e gastou US$ 2.000. Se ETH cair para US$ 1.500, seu colateral vale US$ 3.000 — no limite. Mais queda = liquidação automática com penalidade.
Como mitigar: Use USDC como colateral (zero volatilidade) ou mantenha LTV abaixo de 50%.
Risco regulatório
O Brasil avançou bastante na regulamentação cripto (Marco Legal das Criptomoedas, Lei 14.478/22), mas cartões cripto emitidos por empresas estrangeiras operam em zona cinza regulatória. A Binance tem autorização da CVM e está regulada no país, mas muitos outros emissores não. Mudanças regulatórias podem afetar a disponibilidade desses cartões.
Risco de contraparte
Cartões custodiais (Binance, Bybit, RedotPay) mantêm seus fundos na plataforma. O caso FTX em 2022 mostrou o risco. Mantenha no cartão apenas o necessário para gastos do mês. O grosso do patrimônio fica no seu wallet pessoal.
IOF e câmbio
Cartões cripto internacionais geralmente não cobram IOF de 5,38% porque a transação não passa pelo sistema bancário brasileiro. Porém, se a Receita Federal mudar a classificação, isso pode mudar. Acompanhe as normas vigentes.
Disclaimer: Este artigo é apenas para fins informativos e não constitui consultoria financeira ou tributária. Investimentos em criptomoedas envolvem riscos significativos, incluindo a potencial perda total do investimento. Consulte um contador qualificado para sua situação específica. Faça sempre sua própria pesquisa (DYOR).
Perguntas frequentes sobre cartões cripto no Brasil
Cartões cripto são legais no Brasil?
Sim. Não há proibição de uso de cartões cripto no Brasil. O Marco Legal das Criptomoedas (Lei 14.478/22) regulamenta prestadores de serviços de ativos virtuais. A Binance opera com autorização regulatória no país. Cartões internacionais podem ser usados normalmente — a obrigação do usuário é declarar os ativos à Receita Federal.
Preciso pagar imposto quando uso o cartão cripto?
Depende. Cada uso que converte cripto em moeda fiduciária é considerado uma venda pela Receita Federal. Se o total das suas vendas no mês ficar abaixo de R$ 35.000, o ganho é isento. Acima disso, paga-se de 15% a 22,5% sobre o ganho de capital. Se usar stablecoins, o ganho geralmente é mínimo. Se usar ether.fi (empréstimo), pode não gerar evento tributável.
Funciona com PIX?
Cartões cripto internacionais não se integram diretamente com PIX. Para uso doméstico no Brasil, PIX continua sendo mais prático. Os cartões cripto são melhores para compras internacionais, viagens, sites em dólar/euro e assinaturas estrangeiras (Netflix US, ChatGPT, Adobe).
Apple Pay funciona no Brasil com esses cartões?
Sim, a maioria dos cartões suporta Apple Pay e Google Pay. Funciona por aproximação em terminais compatíveis no Brasil e no exterior. Para viagens, a compatibilidade com Apple Pay é essencial.
Qual cartão é melhor para viagens ao exterior?
ether.fi Cash ou RedotPay, pela combinação de zero taxa de câmbio, sem IOF, e cotação de câmbio comercial. Comparado com um cartão bancário (IOF 5,38% + spread + dólar turismo), a economia pode chegar a 10% do valor total das compras.
Posso sacar em caixas eletrônicos no exterior?
Sim. A maioria permite saques em ATMs que aceitem Visa/Mastercard no exterior. Ready Card oferece US$ 740/mês em saques gratuitos. No Brasil, a rede Banco24Horas pode aceitar saques com cartões internacionais, mas com taxas adicionais.
Qual cartão tem o maior cashback?
Tria até 6% (com condições), Binance até 8% (com muito BNB em staking), Kast 4% em $MOVE, ether.fi 2-3% em wETH sem condições. Para equilíbrio entre cashback e acessibilidade, ether.fi Cash a 2-3% é o mais competitivo para brasileiros.